Dia Internacional da Mulher – Conte, Dilma, com o útero de todas nós.

8 Mar

Um dia nosso.

Dilma,
A primeira mulher presidenta.
Mais que uma vitória de todas as mulheres.
Uma vitória do Brasil.
Que agora, dá de exemplo pro mundo uma política mais ampla, mais justa, mais necessária, focada na dignidade de todos os brasileiros.
Apenas uma mulher poderia olhar o Brasil neste momento, como o todo que é, como o todo que precisa de amparo, de colo, de útero.
É preciso gestar o nosso Brasil.
Erradicar a miséria é apenas o começo.
Apenas o sinal de implatação no útero deste novo Brasil.
É preciso vida digna.
Esta mulher, tenho certeza, gestará isto.
Conte, para isto, com o útero de todas nós.


Com licença poética

Adélia Prado

Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou tão feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
– dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade da alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.

Beijos coloridos em todos!

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