Um poema da Alice

1 Maio

Soneto da infinita dedicação

Adriana Dias

Ao meu filho darei mais que leite, atenção e afeto,

Para além do corpo , o amor para alma e para o coração,

Nesta forma de vida me acostumei a ver um lar em  qualquer teto,

Na dureza do caminho, mil formas fiz, para que nunca faltasse pão.

Como sangrei a alma, sendo mãe, na pobreza infinita,

Vendo filhos chorar, sempre cercados por dores mil

Vendo rendas na mídia, duro é crer numa esperança de chita,

Tão pobre éramos, e  tão rico sempre fora o Brasil…

Mas, o Brasil mudou, agora minha esperança é renovada

Por uma dileta certeza: que uma grande mãe se revelou

Lembrando das mulheres pobres, como uma mãe ela dirige a nação

Finalmente, neste Brasil de todos a inclusão tão sonhada!

E agora, todas as mães olham o que teu trabalho resgatou

E, em teu rosto, Dilma, reconhecemos nossa infinita dedicação.

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