A vaia, a pseudo defesa e o indefensável

8 Dez

Em 5 de dezembro passado, aquele que se pretende famoso e indispensável, o na verdade indefensável e medíocre Reinaldo Azevedo dá um exemplo de sua incapacidade de escrever com lucidez acerca de temas que envolvem Direitos Humanos ao opinar acerca da dita vaia recebida pela presidenta Dilma ao se dirigir aos participantes da Conferência Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência.

Ele o faz, não por solidariedade ou por razão, mas por  duas razões, ambas absurdas: em primeiro lugar, para posteriormente poder afirmar que em algum momento defendeu a presidenta, de preferência, num momento em que atacá-la por algo extremamente sórdido. Aí ele usará a questão como exemplo de sua IMPARCIALIDADE: vocês sabem que eu já defendi aqui, como no caso da vaia que ela sofreu…

Em segundo lugar o fato é absurdo porque ele nega o direito de uma minoria, a saber a minoria das pessoas com deficiência, de se organizarem num movimento social, e num ato contínuo, terem chegado a, num ato da ONU, a um TRATADO INTERNACIONAL, que define não apenas nomenclaturas, que não existem por caprichos, mas por terem sentidos, significados históricos, e lutas contra modelos eugênicos, nazistas, médicos, que nos eliminavam aos milhares… mas direitos, deveres estatais, e punições para os Estados que não os cumprem.

Obviamente, como tudo que se refere aos Direitos Humanos ele é contra. Mas, não porque ele é imparcial ou racional, mas porque ele desconhece o que seja direito de minoria, direito social, igualdade, solidariedade, justiça.

Pensemos nisto. A presidente se corrigiu em seguida. Ele, jamais se corrigirá. Bjs em todos.

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