Gestão da Diversidade

2 Jun

por Adriana Dias

O que é?

Gestão da diversidade é o nome que se dá a gestão corporativa, inclusiva, que respeita identidades de diferentes trajetórias, incluindo origens étnicas e religiosas diversas, respeitando diferenças geracionais, de gênero, de orientação sexual, e a presença de deficiências e de doenças raras.

Por que abraçar?

Existem dois motivos cruciais para que as organizações abracem o modelo de gestão de diversidade, em sua vida corporativa: e, primeiro lugar, num mundo globalizado, esta é a única forma de espelhar as o ambiente diverso do mundo, em sua própria força de trabalho, contemplando pessoas de origens étnicas e religiosas diversas, respeitando diferenças geracionais, de gênero, de orientação sexual, a presença de deficiências e de doenças raras, apreendendo melhor a imensidão de sentidos em que todos estamos imersos. Em segundo lugar, uma organização que se fundamenta na gestão da diversidade, como alicerce de sua vida corporativa, se direciona para uma crescente melhora de clima organizacional, por desenvolver uma cultura inclusiva, melhorando a satisfação dos funcionários, e, portanto, sua produtividade. No caso das organizações públicas, a isto se soma um terceiro elemento, importantíssimo: o exemplo estatal, que sempre de fortalecer a inclusão social e a cidadania.

Outras definições

Christa L. Walck, dentro da perspectiva culturalista definiu a gestão da diversidade como “a negociação e a interação entre grupos culturalmente diversos, para conviver em um ambiente caracterizado pela diversidade cultural”. A idéia é a permanente negociação fundada no respeito às diferenças e na aceitação da fragilidade dos grupos menos numerosos.

Em um artigo de jornal intitulado A organização multicultural, Taylor Cox Jr., fala sobre três tipos organização, levando em conta sua absorção da diversidade: a organização monolítica, a organização plural, e a organização multicultural.

Na organização monolítica, a quantidade de integração estrutural (a presença de pessoas de diferentes grupos culturais em uma única organização) é mínima. No Brasil, são as instituições conservadoras, com presença marcante de integrantes do sexo masculino, poucos representantes afrodescendentes (pela baixa escolarização, ainda fruto da dívida social), ou de pessoas com deficiência e pessoas com doenças raras. Não inclusivas, essas organizações costumam ver estas pessoas como “problemas” e as necessidades de acessibilidade dos dois últimos grupos citados, como um custo, não como investimento. Não cumprem leis e a própria Convenção das Pessoas com Deficiência, embora com status de Emenda Constitucional, é absolutamente ignorada, ou não totalmente respeitada.

A organização plural tem uma composição mais heterogênea do que a organização monolítica e adota medidas para ser mais inclusiva de pessoas de origens culturais que diferem do grupo dominante. São as organizações que, até por força de lei – a exemplo da denominada lei de cotas, estão organizando uma força de trabalho mais diversa.

A organização multicultural não só contém muitos diferentes grupos culturais, mas os valores dessa diversidade. Elas espelham realmente a sociedade em que estão inseridas, respeitando as pessoas e seus colaboradores em seus valores humanos. Além disso, a empresa se torna socialmente mais responsável, contribuindo para uma cultura de paz, auxiliando no combate de estereótipos e discriminações.

O que se ganha?

Diversidade desenvolve maior criatividade e inovação, o que leva ao incremento de produtos aprimorados e de marketing mais bem-sucedido para diferentes tipos de clientes. Simplesmente reconhecer a diversidade auxilia a conectar a multiplicidade de talentos dentro da organização. A diversidade também oferece às organizações a capacidade de competir nos mercados globais.

Outros benefícios

Além dos benefícios citados, a gestão da diversidade, gera menorturn-over; melhor produtividade; diminuição do número de ações trabalhistas; melhora da imagem e reputação corporativa; promovendo o reconhecimento adequado por parte da sociedade.

Referências Bibliográficas

Walck, C. L. (1995). Editor’s Introduction: Diverse Approaches to Managing Diversity.Journal of Applied Behavioral Science, vol. 31, 119-123.

Cox, Jr., Taylor (1991). The Multicultural Organization. Academy of Management Executive, 5(2), 34-47.

Advertisements