vai pra Pilz q te parius…

15 Jan

Se eu já li um texto tão preconceituoso antes, eu não me lembro.

Assim descreve Davison Coutinho, morador da Rocinha, em belíssimo texto que repercutiu na rede, na resposta para a jornalista Silvia Pilz, que usou de seu espaço no jornal dos Marinho, aquela nada pobre família sempre presente em listas da Forbes e do Copacabana Palace, e dos desfiles de Chanel, Gucci e tudo mais, para soltar o órgão muscular relacionado ao sentido do paladar que fica localizado na parte ventral da boca, cheio de veneno, preconceito e ódio, contra pobres, menos favorecidos e os que não convivem com ela no mundo dos cristais de luxo, aeroportos europeus e tapetes vermelhos. Escrevendo sobre o desejo insaciável dos pobres de ter uma doença chique, um delírio que apenas pode ser explicado por uma dependência química do Iate Clube, ela também comenta como é comum às empregadas domésticas desejar ter um dor ciática, especialmente se isso dor motivo de falta no trabalho. Fiquei me perguntando quantos WC a moça Pilz limpou na vida,  quantas vezes ela teve que lavar e passar a própria roupa, quantas vezes ela cozinhou a própria comida, para dar tão pouco valor ao trabalho alheio.

Para ela, tais pessoas devem ser personagens de um conto, a quem ela empresta as características que deseja. Não são as pessoas reais, que acordam quatro horas da manhã, ficam mais duas horas em transportes públicos lotados,  oito no trabalho, mais duas pra voltar pra casa, e vivem o resto que a vida lhes tira como desejam, porque ela, a Pilz, no texto, chama esse restante de farsa. Ou de desejo de procriação. Como se pobreza fosse escolha, e não uma aberração a ser eliminada. Por ela,  eliminaria-se o pobre. Não a pobreza.

Eu já li, no entanto, Davison, textos tão preconceituosos. Li, porque estudo nazistas e neonazistas. Mas, jamais imaginei que uma jornalista brasileira chegasse a se comparar com tais fascistas por livre e espontânea vontade. Silvia Pilz é o novo nome para preconceito! Tipo, vc tem uma certa Silvia Pilz com pobres? Ou uma certa Silvia Pilz com LGBTS? Vc tb pode abreviar e usar só SP (dá na mesma, tucanistão!!!), ou só Pilz. Assim, pobre me dá Pilz. Assim vc se encaixa nesse modelo classe lobotomizada pela mídia PIG do país. Pilz, noves fora, zero. Sai de mim.  Vai pra Pilz q te parius…

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Uma resposta to “vai pra Pilz q te parius…”

  1. luiz carlos 16 de Janeiro de 2015 às 20:41 #

    A futilidade chegou ai e parou aterrorizada com tanta arrogancia.

    Gostar

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