Entre links e abraços: da humanidade à WEB que desejamos

26 Abr

Ontem, eu tive o prazer de conhecer pessoalmente algumas pessoas que eu só conhecia pela rede há bastante tempo. Muito queridos, pessoas que leio há anos, e com quem falo pelo Face, pelo Twitter, e por e-mail, muitas vezes, ativistas digitais, jornalistas, membros de movimentos sociais importantes. Também revi algumas pessoas preciosas, como o Cido, o Nassif, entre outros.

O meio digital com certeza representa uma nova forma de socialização e comunicação. Claro que muita gente tem perdido a noção do que é o contato humano ao vivo, e tudo isso é chover no molhado. Isso não tem volta. Temos que resistir, no entanto, em algumas questões.

Temos que manter a luta por uma WEB, cada vez mais humana, cada vez mais democrática, cada vez mais neutra, cada vez mais acessível, cada vez mais politizada. Temos também que lutar para que nossos contatos fora da rede sejam sólidos, cheios de abraços quentes, e nossas lutas cheias de esperança alimente nossos posts e links. Eu já escrevi antes: a internet é um espaço público. Será um espaço democrático se a construirmos deste modo.A Internet será um espaço de Direitos Humanos, se a defendermos como isto. A Internet é um espaço humano. Terá a cara da humanidade que estamos escolhendo desenvolver.

Claro o que nós queremos, nós que lutamos por Direitos Humanos, é por uma humanidade que escolha não poder escolher a quem eliminar. Esse é um ponto central de qualquer debate. Mas, há outros, muitos outros.

A WEB hoje, apesar de ainda ter grande parte inacessível aos buscadores, é imensa e estamos conectados por todas as formas de dispositivos possíveis, somos cyborgs há muito tempo. A semelhança do relógio de Cortázar, viramos prisioneiros destes dispositivos, parece que não existimos sem eles, são calabouços digitais. O dispositivo, qualquer que seja ele, o celular, o tablet, um smart, a semelhança do marcador de horas, que nos escravizou primeiro, se transformou num “novo pedaço, frágil e precário”, de nós todos,  que não faz parte do nosso corpo, mas sem o qual grande parte de nós se sente nu, carente, despreparado, desamparado, sem ação. Temos medo de perder nossos dispositivos, nossa conexão, entramos em hotéis perguntando pelo WIFI antes de perguntar o nome de quem nos atende. Conectar é estar vivo, e os dispositivos olham pra nós, donos de nossa conectividade, nos lembrando que sem eles estamos perdidos, e se a WEB já foi chamada de terra de ninguém, com certeza, sem ela somos o mais ninguém de todos os ninguéns do mundo. Nossos dispositivos marcam nossa classe, nosso status, nosso lugar, e precisamos de dispositivos populares. Para que todos se conectem.

Na lista do por fazer ainda cabe muita coisa. Continuo depois. Por enquanto vou abraçar todo mundo que reencontrei. Assim, vou fazendo minha parte.

Beijos coloridos em todos!

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