Sobre a extrema-direita: é preciso olhar como uma questão

19 Mar

Em relação ao mesmo espectro político nos Estados Unidos, a extrema-direita brasileira tem pelo menos mais três elementos complicadores

Por Adriana Dias

Estudo a extrema-direita há mais de treze anos. Acho que posso dividir algumas observações com vocês, portanto, para ajudar a pensar a questão. Nos EUA, ela se assenta sobre a radicalização extremista, fanática, de quatro elementos fundamentais: o racismo, a religiosidade baseada em discurso de ódio (obviamente há outros tipos de religiosidade, já escreveu Gilbert Keith Chesterton que os EUA é uma nação com alma de Igreja), a paranoia e o individualismo desenfreado.

No Brasil, percebo mais três elementos complicadores na extrema-direita: o primeiro salta aos olhos: o desejo de ser colonizado pelos EUA, de virar o 51º Estado, ou de pelo menos construir um puxadinho do Brasil em Miami. É impressionante como as #miga da elite amam a Quinta Avenida em New York, gente. Comprar em dólar deve ser a única forma de orgasmo que as moças conseguem, não é possível.

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