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#012: Em 1939, Virginia Woolf, publicou em uma revista londrina seus 5 motivos para ler Lewis Carroll

13 Ago

# impossível ler isso e não pensar em maisl mil motivos! 🙂

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1. Não basta ler um ou outro, é preciso ler os dois: Alice no país das maravilhas e Alice através do espelho

Foi em 1939 que surgiu a obra completa de Lewis Carroll. Esse foi um dos motivos que fez Virginia Woolf escreveu o artigo, pois considerou importante a leitura dos dois volumes para começar a entender a obra: “Lewis Carroll precisava existir por completo de uma vez por todas. Nós precisamos tentar abarcá-lo como um todo, na íntegra.

2. Lewis Carroll era como um “cristal de perfeita dureza”

Palavras de Woolf: “(…) essa água-viva sem um pingo de tinta continha dentro de si um cristal de perfeita dureza. Que continha infância. O que é algo estranho, pois a infância normalmente se apaga lentamente. (…) Por algum motivo, não sabemos qual, sua infância foi interrompida abruptamente. Ele a alojava inteira como um todo dentro de si.”

3. A capacidade de recriar o mundo das crianças

Ele se esgueirou através do mundo adulto feito uma sombra, solidificada apenas na praia de Eastbourne, com garotinhas cujos vestidos ele prendia com alfinetes de segurança. Mas como a infância permaneceu dentro dele inteiriça, ele foi capaz de fazer o que ninguém pôde fazer – ele foi capaz de voltar para aquele mundo; foi capaz de recriá-lo, de modo que nós também voltássemos a ser crianças.

4. Os únicos livros em que nós nos tornamos crianças

No intuito de nos fazer criança de novo, ele primeiro nos faz dormir. ‘Caindo, caindo, caindo, será que essa queda nunca terá fim?’ Caindo, caindo, caímos naquele mundo aterrorizante, loucamente inconsequente, e no entanto perfeitamente lógico, onde o tempo corre, depois para; onde o espaço estica, depois se contrai. É o mundo do sono; é também o mundo dos sonhos. Sem nenhum esforço consciente, o sonhos vêm; o coelho branco, a morsa e o carpinteiro, um atrás do outro, virando e se transformando uns nos outros, eles vêm ricocheteantes e saltitantes, passando através da nossa mente. É por esses motivos que as duas Alices não são livros para crianças; mas os únicos livros em que nós nos tornamos crianças.

5. Apenas Lewis Carroll nos mostrou o mundo de ponta-cabeça como uma criança o vê

Virar criança é ser muito literal; é achar tudo tão estranho que nada é surpreendente; é ser impiedoso, cruel, e no entanto tão passional que qualquer dedém, uma sombra, veste o mundo inteiro de luto. É ser Alice no País das Maravilhas. É também ser Alice através do espelho. É ver o mundo de ponta-cabeça. Muitos dos grandes satiristas e moralistas nos mostram o mundo de cabeça para baixo, e nos fizeram vê-lo como as pessoas adultas o veem, como selvageria. Apenas Lewis Carroll nos mostrou o mundo de ponta-cabeça como uma criança o vê, e nos fez dar risada, como uma criança dá risada, irresponsavelmente. Nos bosques do puro nonsense…

#011: Sempre é 12:25 para o Coelho branco

13 Ago

 

lapinblanc-1O Coelho Branco sempre carrega um relógio e afirma  é “tarde.” Cada vez que o relógio é visto sempre é 12:25.

 

 

#010: O Dodo É BASEADO EM Carroll.

10 Ago

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O Dodo É BASEADO EM Carroll.

No livro, Carroll faz alusão a uma viagem de barco de 1862 que inspirou a história, colocando Alice, suas irmãs, e um colega de Carroll na história como os pássaros. Carroll foi o Dodo, em homenagem a seu nome real, Charles Dodgson. Como na história, o autor tinha uma tendência a gaguejar, apresentando-se como “Do-do-Dogson.” Sua gagueira debilitante  o impediu de se tornar padre, levando-o à matemática e a escrever em seu lugar.

 

 

#009: Qual a cor original do vestido de Alice?

7 Ago

Apesar de Disney representar Alice em um vestido azul e avental branco, qual a verdadeira  cor que Lewis Carroll pensou quando escreveu a história?

As primeiras representações coloridas de Alice não aparecem nos livros originais, mas em produtos associados e foram impressos usando o processo de chromo-litografia. Um dos primeiros exemplos disso é um cover da música para o País das Maravilhas, compostas para o piano e publicado em 1872. Esta ilustração, que foi desenhada por Tenniel e aprovada por Carroll, Alice veste vestido vermelho – você vai encontrá-la no dois principais círculos na imagem abaixo. Alice veste um vestido da minha cor favorita!!!!!!

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UP? No brasil, apanharia por ser petista? 😉

#008 O modelo de Alice na Disney fez sua voz, e mudou a vida dela (e a minha!)

6 Ago

Kathryn Beaumont, a atriz que dublou para a Disney a Alice, de Alice no País das Maravilhas, e a Wendy, de Peter Pan, também atuou como modelo durante as produções. Fonte: http://addictable.com.br/2015/10/04/modelo-alice-no-pais-das-maravilhas/

Estas fotos da década de 50 mostram todo o esforço para a produção de Alice no País das Maravilhas, onde os artistas produziam de 23 a 24 segundos de animação por semana. Considerando que o filme tem 75 minutos, você faz a conta.

Walt Disney escolheu Beaumont para ser a voz de Alice quando ela tinha apenas 10 anos. Ele ficou tão impressionado com a sua aparência que a escolheu para ser a modelo da Alice.

“Não houve nenhum fundo, apenas o fundo azul… com as luzes e a câmera fazendo os diferentes movimentos que serviram para diferentes partes da história”, disse a atriz.

Para Beaumont, desempenhar o papel de Alice foi uma das melhores experiências de sua carreira e sua vida.

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#007 Com este ano e os 150 anos eu vou aprender muito!

2 Ago

Tem coisa melhor do que aprender do que se gosta?

Este ano tenho lido muito sobre Alice. Com os 150 anos da moça, tem saído coisas e coisas no mundo sobre ela, e eu estou iuíiiiiiiipiiiiiiiiiiiiii, aproveitando. ❤ 😉  Então aproveito para postar muito, com vcs, aqui sobre mil achados que tenho visitado.

 

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Um pouco do q achei:

  1. Esta matéria sobre ilustradores: https://www.brainpickings.org/2014/07/07/best-illustrations-alice-in-wonderland/. Eu vou realizar um post sobre os ilustradores q eu amo. Nessa, eu quero caprichar.
  2. Esse texto maravilhoso, incrível, fodástico, super vitaminado, ultra blaster do NEWYOKER: http://www.newyorker.com/magazine/2015/06/08/go-ask-alice-a-critic-at-large-lane
  3. Esta matéria, com entrevista sobre um livro incrível, de Harvard, sobre a moça maravilhosa: http://www.hup.harvard.edu/catalog.php?isbn=9780674967793; eu tenho o livro, gente, e li, claro.
  4. Este artigo do Piotr (at all) Michura sobre subjetividade e imagem em Alice Leiam esse. Muito bom. http://src-online.ca/index.php/src/article/viewFile/159/294
  5. Este artigo acerca da evolução das capas dos livros. http://flavorwire.com/146497/the-evolution-of-alice-in-wonderland-a-book-cover-odyssey

 

 

#006 Ela tem versões e versões e mais versões em cine!

21 Jul

Uma história, se é fascinante, será filmada.

Uma história, se é fascinante, será filmada. Se é incrivelmente fascinate, adoravelmente inquietante, e se fala com pessoas de todas as idade, sem uso de moral de forma idiota, e descortina perguntas verdadeiramente interessantes, vai ser filmada, filmada e filmada. Essa é Alice.

Vamos olhar um pouco da filmografia? Já falei um pouco de alguns filmes aqui. Mas, hj falo mais.

Dirigido por W.W. Young e estrelado por Viola Savoy no papel de Alice é o meu preferido. É de 1915, e está inteirinho online.

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Este tem mais de cem anos (de 1903), foi dirigido por Cecil Hepworth, e é interessante. É baseado nas ilustrações originais.

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Este é muito legal. Dirigido, em 1933 por Norman Leod.

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E para terminar, o meu queridinho em francês: Alice au pays des merveilles. Com fantoches. Muito lindo! Por  Marc Maurette, Bower Dallas e Louis Bunin