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Minhas frases alicianas favoritas

10 Jan

“Who in the world am I? Ah, that’s the great puzzle.”
― Lewis Carroll, Alice in Wonderland

“It’s no use going back to yesterday, because I was a different person then.”
― Lewis Carroll, Alice in Wonderland

“Alice:How long is forever? White Rabbit:Sometimes, just one second.”
― Lewis Carroll, Alice in Wonderland
“Imagination is the only weapon in the war against reality.”
― Lewis Carroll, Alice in Wonderland

Precisamos falar de Aleppo

16 Dez

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Esperaremos não restar civis em Aleppo, esperaremos mais e mais semanas de intenso bombardeio, esperaremos milhares de crianças mortas e refugiadas sem esperança ou futuro, para falar de Aleppo?

As Nações Unidas denominam neste momento Aleppo de “colapso completo da humanidade.” O que esperamos para falar de nossa indignação?

Quantas esperaremos morrer, tornarem-se com deficiência pela guerra, se suicidarem, para entender que precisamos falar de Aleppo?

Desde 2011, quando o presidente Bashar al-Assad se ensurdeceu para as demandas dos manifestantes pacíficos e iniciou uma imensa guerra (absurda, sob qualquer ponto de vista) contra o seu povo. Há mais de 400.000 sírios mortos e muitos milhões em fuga esperando refúgio na Europa, e no restante do mundo.

Obama e a Rússia de Putin trabalharam para remover a maior parte das armas químicas de Assad da Síria. Mas, nenhum acordo sobre paz surgiu. Nenhum controle do Estado Islâmico, que poderia ter surgido de uma aliança mútua. Estupro, morte e violência imperam na Síria em guerra. E nós, os “civilizados”, assistimos da janela.

O governo golpista de Temer fechou o Brasil aos refugiados. Estamos falando de milhões de pessoas, que precisam se deslocar ou escolher morrer. São pessoas, seres humanos. Cerca de 5 milhões de sírios deixaram a Síria, e pelo menos 3.370 refugiados – de maioria sírias – morreram afogados em 2015 ao tentar chegar à Europa pelo Mediterrâneo. Os dados são da Organização Internacional para a Migração.

Sim, é verdade que a violência no Brasil mata, e os números são assustadores. Mas, isso não nos redime do nosso silêncio acovardado e conivente com Aleppo. Precisamos chorar por Aleppo, precisamos falar de Aleppo, precisamos exigir que o Brasil receba refugiados da região e pare de agir como sua única relação internacional importante para este governo temeroso seja a que garanta a venda de todas nossas estatais. Não, não devemos vender nosso patrimônio, e sim, devemos receber refugiados.

A emergência existe. Não nos calemos: nem sobre o golpe, nem sobre Aleppo. Que a dor do povo humano nos doa sempre, seja a do refugiado sírio, seja a do negro de nossas periferias, seja a do trabalhador sem direitos e do canponês sem terra.

Precisamos falar de Aleppo para nos humanizar. Quem sabe, mais humanos, nossa luta encontrará a saída desconhecida que tanto tentamos alcançar.

Nota de aprendizado eterno

20 Set

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Esse texto aparece de diversas formas em muitos manuais de ocultismo. acho ele muito ALICE. Bjs coloridos!

•Você receberá um corpo. Você pode amá-lo ou odiá-lo, mas ele será seu “dispositivo mor” pelo tempo em que você estiver aqui na Terra.

•Você vai aprender lições. Você está inscrito em tempo integral na Universidade da Vida. Cada dia será um novo dia de aula, e você terá oportunidades constantes para aprender. Você pode gostar ou odiar essas lições, mas elas farão parte do seu currículo para sempre.

•Não existem erros, apenas lições. Crescer é um processo experimental, de tentativas e erros. As experiências que “falham” são tão importantes nesse processo quanto as que dão certo.

•Uma lição é repetida até que seja aprendida. Uma lição será apresentada de diversas formas até que você realmente a aprenda. Assim que você aprender, poderá avançar para as próximas lições. Se não aprender, sorry, a lição volta.

•O aprendizado nunca termina. Não existe uma parte da vida que não contenha lições. Se você está vivo, ainda existem coisas para aprender.

•“Lá” não é melhor do que “aqui”. Quando seu “lá” transformar-se em “aqui”, você simplesmente criará um outro “lá”, que vai parecer melhor do que o seu “aqui”.

•As outras pessoas são seus espelhos. Você não pode amar ou odiar algo sobre outra pessoa sem que, na verdade, isso reflita algo que você ama ou odeia em si mesmo.

• O que você faz da sua vida é sua responsabilidade. Você tem todas as ferramentas e matérias-primas necessárias. O que você faz com elas é responsabilidade sua. A escolha final é sempre sua.

•As respostas estão dentro de você. As respostas para suas maiores dúvidas existenciais estão dentro de você. Tudo o que você precisa fazer é olhar, ouvir e acreditar.

•Você esquecerá de tudo isso!!!!!!!!! 

O dia de botar o pé na jaca vegetariano

5 Ago

 

Alice ama comida boa. Se for colorida, vegetariana, saudável, melhor. Mas, tem dia, ahhhhhhhh, tem dia, que a gente precisa botar o pé na jaca. Precisa de hamburguer, de bolo cuca, de batata rústica com maionese verde, e de TUDO ISSO JUNTO. Nesse dia, é bom que seja tudo vegetariano. Porque assim, você fica com a consciência mais calma, ou menos pesada, e a alma feliz! O dia que dá para chaar todo mundo para comer, ou chamar o batalhão, aqui em casa conhecido como marido.

 

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Bom, nesse dia, eu faço as minahs receitas favoritas, e viva a festa da cor, do sabor, da alegria.

Vamos as receitas.

Hamburguer de soja vegetariano

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Ingredientes

2 xícaras de proteína de soja
2 xícaras de água quente
3 colheres azeite de oliva
1 xícara de farinha de rosca (talvez um pouco mais, depende da umidade)
1 unidade de cebola roxa ralada
1 cabeça alho
1/2 colher de chá de cominho em pó
3 colheres de sopa de molho shoyo
1 colher de sopa de orégano
1 xícaras de salsa e cebolinha
sal e pimenta do reino a gosto
1 colher de sopa de semente de coentro e pimentas coloridas misturadas.

Aveia em flocos (opcional)¨

Eu faço assim: Ferva a água, e hidrate a soja. A soja precisa da água para receber os sabores. SEMPRE. Sem isso, fica sem graça, como a rainha de copas sem maquiagem. Aperte para a água sair, depois de dez minutos. Coloque o molho shoyo. Espere mais dez minutos. Processe todos os outros ingredientes no processador de alimentos, menos a farinha de rosca. Eu uso um mini processador. Junte à soja. Espere trinta minutos para a soja absorver sabores. Junte a farinha de rosca e modele os hambúrgueres. Se quiser acrescente 3 colheres de aveia e espere mais dez minutos, eu faço isso parar acrescentar sabor, nutrientes e liga.
Eu asso em forma com papel alumínio untado levemente com azeite de oliva por 25 minutos.

Monto os hamburgues no pão, com maionese verde, tomate, cebola rocha, alface, conserva de beringela.  Sirvo com batata rústica e mais maionese verde.

Com sucos e chás geladosssssssssss!

Maionese Verde

Versão fácil, não vegan

Maiones, 5 colheres de sopa, 2 dentes de alho, 3/4 xícaras de salsinha e cebolinha verde picadas, azeite, sal, pimenta do reino a gosto. Processador de alimentos. Pronto.

Versão fácil, vegan. 

200g de tofu, 4 sopas de vinagre ,  2 dentes de alho, 3/4 xícaras de salsinha e cebolinha verde picadas, azeite, sal, pimenta do reino a gosto. Processador de alimentos, até virar uma pasta. Pronto.

Batata Rústica

Lave 6 batatas. Corte, com cascas, em gomos. Eu corto em gomos de 3 cm. Cozinhe em água fervente com sal, por 6 minutos. Deixe escorrer. Espere pelo menos meia hora. Tempere com alecrim, tomilho, ervas que você gostar. Asse, eu forro com papel alumínio, em forma untada com  azeite, e 3 dentes de alho com casca, por 12 minutos, vire as batatas e asse mais 10 minutos. sal só depois de assar. Eu uso flor de sal.

Conserva de Beringela

Faça a receita abaixo, adaptada daqui , eu faço com 3 beringelas e mudo o tempero:

1 cebolas média cortadas em meia-lua
150g de azeitonas pretas partidas e amesma quantidade de alcaparra
Tomilho, alecrim, a gosto
3 dentes de alho em lâminas finas
1/2 xícara de vinagre branco e amesma quantidade de vinho branco
1 xícara de salsinha picadinha
3 xícaras de Azeite de oliva extravirgem (aproximadamente)
Sal

A Sobremesa é Bolo Cuca de Banana com Doce de Leite

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Sabe aquele bolo que a gente come, e volta na cozinha antes de acabar o pedaço desesperadamente? É esse. Marcelo, meu marido, diz que quer todo dia um, juro por Alice, e jurar por Alice é muito sério.

Misturo duas xícaras de farinha de trigo, com uma de aveia em flocos finos ou grossos, a que tiver. Eu uso integral. Você pode usar branca, se preferir. Mais 3/4 de xícaras de açucar, mascavo ou comum. Prefiro mascavo. E 200g de manteiga. Misturo até fazer uma farofa bem úmida. Reservo. Coloco um pouco de canela na massa se uso banana ou maçã.

Numa outra vasilha misturo 200g de doce de leite com 3 colheres de creme de leite. Reservo.

Numa outra misturo 2 colheres de canela com 1 xícara de açucar mascavo.

Corto 6 bananas ao meio no sentido de comprimento. Nanica.

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Uso forma de 25cm de fundo removível. Forro com papel alumínio para facilitar o desenformar.

A ordem é açúcar com canela, banana, metade da farofa, doce de leite, metade da farofa. Forno de 200º por 30 minutos, espero esfriar, desenformo e prazer absoluto em seguida.

Boas combinações para essas cuca: no lugar do doce de leite com creme de leite, goiabada, nutella, coco ralado com leite condensado. No lugar da banana, maçã, abacaxi, pessêgo, damasco fresco. A lista de prazer é infinita.

 

 

Dos muitos Joaquins.

23 Jun

UPDATE AO POST ANTERIOR: Um amigo me contou que um morador em situação de rua em SAMPA, está lendo A Montanha Magica, de Thomas Mann, no meio do frio. Ele emprestou numa biblioteca. . Não consegui parar de chorar desde então.

Vai ver q é daí q eu gosto tanto de Joachim. Joachim Ziemssen. VaI VER QUE O SUICÍDIO É COMO UMA TURBECULOSE.

 

Tem sempre um Joaquim

23 Jun

Hoje eu estréio uma nova forma de falar de literatura aqui no blog. Vou fazer a literatura falar conosco, enquanto falo com ela, enquanto ela fala entre si. Começo uma nova arte aliciana, e a categoria se chama perguntas da Alice. Ela vai interrogar personagens, de livros, poesias, teatro, cinema, em busca de suas respostas, para questões nosense, e ao mesmo tempo absolutamente essenciais. Porque sentido é antes, de tudo, um viés pessoal. Tem quem veja sentindo em bombas, ela prefere ver sentido em chapeleiros malucos. E eu continuo com ela. Sempre.

A primeira pergunta é antiga, quanto eu sou antiga. Vem de um poema que me impressionou sempre, desde pequena. Quadrilha de Drummond. Impressiona-me quanto tem nesse pequeno poema sobre o desamor do mundo. E sobre a busca que o próprio poeta afirmou ser a nossa única ávida esperança:a de mais e mais amor. Vamos a ele.

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Há quatro homens. Três mulheres. Na primeira parte, o amor está em pretérito imperfeito. O tempo adequado aos amores frustados, sem troca, imaginários, platônicos. O tempo adequado aos amores que foram interrompidos, abortados, surtados, alucinados, temidos, discutidos, destratados, descuidados, desmerecidos, infudados, lacrimegados, desesperados, analisados, terapeutizados, medicalizados, deprimidos, sufocados, abatidos enquanto ainda selvagens, ignorados. O tempo adequado aos amores de João, de Teresa, de Raimundo, de Maria, de Joaquim.

Apenas Lili não conhece a dor do amor. Não ama ninguém.

Apenas João não é amado por ninguém. Vai pros Estados Unidos.

Teresa, seu objeto amado vai pro convento, quando perde a ambos, João e Raimundo. João porque vai embora e Raimundo porque morre.

Maria perde quem a amou num desastre, e na falta de Joaquim que não tira os olhos do desamor, ou de seu nome feito mulher, Lili, fica para titia.

Joaquim se suicida.

Lili casa, enfim, ou antes, com J. Pinto Fernandes ( a nobre elite, ah a nobre elite), que não tinha entrado na história dos seis anteriormente. Na segunda parte, os verbos no pretérito perfeito do indicativo, quase batendo na nossa cara que as ações são sem volta. Que o tempo, esse não volta, nem para, nem teme, nem perdoa. Nessa hora, Mia Couto grita com Alice ( e com Drummond) o bom do caminho é que tem volta! Quem não tem volta é o tempo. Teresa pode sair do convento. Hoje os tempos são outros. Mesmo lá. Maria, pode achar um novo amor, esquecer Joaquim e deixar de ser só titia. Ah, mas pode mesmo, Maria! Lili pode cansar da vida de J.Pinto Fenrandes e procurar a vida de N. Car(v)alho Alburqueque. Para as mulheres, o tempo de Drummond parece ser não o fim, mas um presente, da qual se livrariam, com dor e/ou empenho, mas se livrariam.

Mas, os homens da quadrilha!!!??? ❤ Um foi pros EUA. Migrante. Talvez tenha trabalhado 12 horas por dia, e sustente alguma família por lá, o João, que nunca foi amado. Ou virou o capitalista da hora, para voltar como um futuro J. Pinto Fernandes… e ter a sua Lili garantida…

Raimundo morreu. Esse só volta se tiver volta. Na incerteza, esqueçamos Raimundo.

Sobra a entender Joaquim. Tem sempre um Joaquim.

O homem disposto a morrer de amor. Pela Lili, lembrem-se, mulheres, a que não ama ninguém. Ele nunca vai lembrar da Maria. Ele morre de amores é pela falta. Pelo vazio que Lili lhe dá, pelo desafio, pelo desespero. Joaquim é o mistério da literatura drummondiana. E da vida humana.

Um poeta, talvez tão desesperado em enteder a quadrilha, como eu, escreveu um texto belíssimo. Chama-se os três mal-mados, em que ele se coloca nas vozes de João, Raimundo e Joaquim. João Cabral de Melo Neto utiliza de toda sua perfeição poética para descrever o que motivava esses homens. Ao falar de João e Raiumundo ele cita as outras moças. João fala de Tereza. Raimundo de Maria. Joaquim não fala mais de Lili. Ele fala do amor. Do amor que antropófago comeu a ele, com tudo que ele tinha. Do amor que o comeu de amor sem volta.

Raimundo fala de Tereza: Maria era também a folha em branco, barreira oposta ao rio impreciso que corre em regiões de alguma parte de nós mesmos. Nessa folha eu construirei um objeto sólido que depois imitarei, o qual depois me definirá. Penso para escolher: um poema, um desenho, um cimento armado – presenças precisas e inalteráveis, opostas a minha fuga.

Mas, nada dói mais que ler o texto de Joaquim. Partes como: O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome. O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos. O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome. […] O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte. 

Essas partes, eu sublinho, risco, rasgo, diminuo, negrito, itálico, aumento, sofro junto.  Quero bater em Joaquim para ver se ele acorda antes do suicídio. Quero acreditar que o suicídio de Joaquim é uma metáfora do poeta. Tem sempre um Joaquim.

Tem o Paulo Autran recitando:


Uma interpretação belíssima da fala de Joaquim, por Cordel de Fogo Encantado, apaixonou a Alice:

 

 

Os Três Mal-Amados (1943) João Cabral de Melo Neto vc encontra inteiro, aqui, no blog. E no antigo, aqui. 

Tem é tempo que eu quero perguntar isso sobre o Joaquim.  Porque Joaquim, amar quem não ama ninguém? Porque tanto ódio de si, do amor, porque desviver assim? João tem suas dúvidas, vai embora, Raimundo suas certezas, morre. Joaquim não tem nada. O social, a elite, os J.P.F. que nunca entram em nenhuma história é que levam sempre tudo. Joaquim é o amor morto, sem RG e exame de urina, sem poesia e sem nome. Porque o impossível, Joaquim? É, tem sempre um Joaquim.

Acerca dos Milagres

7 Jan

O milagre de nunca perder o dom de se maravilhar com a vida.

Poucos sabem, mas a palavra milagre vem do latim miraculum, do verbo mirare, “maravilhar-se”. (No inglês, wonder vem etmológicamente de  wundor “maravilha, milagre, objeto de espanto) Nesse sentido, Alice no país das maravilhas é também Alice no país dos Milagres, e o milagre um espécie de nonsense: quebra as regras da razão e da “leis da naureza” para os teístas, manifestação singular da onipotência do Criador. Nesse sentido, é quase comum entender um milagre como um evento sobrenatural, inexplicável, produtor de estranheza e admiração. Para ateus é a capacidade do absurdo.

No mundo de Alice, milagres não faltam: ela cresce, diminui, borboletas de torradas voam, coloridas, segundo a versão Disney, animais falam de assuntos poéticos, complexos e matemáticos. Estes são os meus milagres. O milagre de se maravilhar com a vida.

Na Bíblia, uma cidade foi escolhida em especial, durante o ministério de Jesus, para a grande manifestação de maravilhas, os seus milagres: Cafarnaum. Uma grande cidade que tinha sua própria sinagoga e lugar do chamado de Mateus, o evangelista cobrador de impostos. Depois de sua rejeição em Nazaré, Jesus escolheu Cafarnaum como centro de seu ministério na Galileia. Quando fui a Israel pela primeira vez, em 2009, fiquei encantada com esta linda cidade, e com suas ruínas. Minha arqueóloga interna gritava de felicidade.

Eu queria ser arqueóloga quando criança, mas como tenho ossos de vidro, para cada artefato descoberto eu ia quebrar uns dez ossos. As contas fizeram eu mudar de ideia.

Cafarnaum foi o lugar em que mais tirei fotos, em especial das ruínas que se atriubem à casa da sogra de Simão Pedro, lugar em que Cristo teria vivido. É considerado tão santo o lugar que foi coberto de vidro, para evitar profanação e roubo de pedras.

(Já pensou o comércio – trouxe uma pedra da casa de Cristo – quer por quantos mil dólares???)

Acima das ruínas foi cinstruída a Capela dos Milagres.  A capela é muito simples. Um convite à reflexão. Coloco umas fotos aqui:

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As ruínas que se atribuem a casa da Sogra de Pedro.

 

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Ruína da Sinagoga, da época de Cristo, com Estrela de Davi.

 

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Capela dos Milagres. Grupo que estava comigo na viagem.

 

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Altar da Capela

 

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Entrada dos Monumentos históricos/arqueológicos

 

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Placa de custódia. Terra do Vaticano em Israel.

 

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A imagem de São Francisco de lá. Muito linda.

Ir em Cafarnaum fez muita diferença em minha vida. Afinal, ver as maravilhas ao vivo é diferente, né? As maravilhas das pessoas que vivem a fé, que vivem da fé –essas nem tão maravilhosas-, um dia eu conto), meu taxista de Ubiquistão, a maravilha de acreditar que cada dia é um milagre.

O milagre de nunca perder o dom de se maravilhar com a vida.  Para terminar, uma arte que fiz, pesando em tudo isso, e na frase de um grande judeu:

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Beijos maravilhosos em todos!