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Temer avança sobre o direito das pessoas com deficiência

28 Out

Temer avança sobre o direito das pessoas com deficiência

O governo Temer, ao publicar o Decreto Nº 8.805 de 07 de julho de 2016, não discutiu e pactuou o decreto na Comissão Intergestores Tripartite (CIT). DIsso faz do decreto um ato antidemocrático e antirepublicano, que desconsiderou as instâncias de pactuação e deliberação que compõem o Sistema Único de Assistência Social – SUAS. Por isso o CONGEMAS repudiou o decreto citado

Por Adriana Dias*

Deficiência e Gênero: a importância do debate na intersecção das lutas

22 Out

ARTIGO originalmente publicado na REVISTA FÓRUM
Leia na íntegra aqui http://www.revistaforum.com.br/2016/10/21/deficiencia-e-genero-a-importancia-do-debate-na-interseccao-das-lutas/

O Relatório Mundial sobre Deficiência de 2011 nos informou dados assustadores: indica que a taxa de prevalência da deficiência no sexo feminino é de 19,2% de 12% nos homens. Mulheres são menos cuidadas na infância, nos países menos desenvolvidos, e desenvolvem deficiência como consequência de abusos sexuais e partos mal conduzidos. Nas mulheres negras a violência obstétrica é cerca de 30% maior. Isso é claramente violência de gênero

Por Adriana Dias*

A economia das doenças raras no Brasil: Algumas notas para compreender a questão

28 Set

ARTIGO originalmente publicado na REVISTA FÓRUM
Leia na íntegra aqui http://www.revistaforum.com.br/2016/09/27/a-economia-das-doencas-raras-no-brasil-algumas-notas-para-compreender-a-questao/

 

Há cerca de uma década o movimento de doenças raras começou, com certo atraso, em relação ao cenário mundial, a participar da cena pública no Brasil. Obviamente, ele apenas passou a existir, depois que os contemporâneos métodos e técnicas de investigação em genética transformaram o estudo da biologia e da medicina de forma que eram inimagináveis há apenas algumas décadas atrás. Isso permitiu a caracterização e descrição de centenas de patologias, classificadas atualmente sob a categoria de “doenças raras”, exatamente pelo seu critério de prevalência.

Ainda que este critério não apresente concordância por parte de todos os pesquisadores, no presente artigo usaremos a definição da Organização Mundial de Saúde, que define como doença rara aquela patologia cuja prevalência afeta 65 indivíduos a cada 100 mil habitantes. Além das 80% genéticas, cerca de 20% das doenças raras são ambientais, de origem auto-imune, infecciosa, ou de outra etiologia.

Por Adriana Dias*

O ódio pode levar nosso futuro?

17 Jul

Em catorze anos de pesquisa etnográfica,  foi possível verificar que mais de um milhão de pessoas acessam material neonazista nas Américas, cerca de 40% só na América Latina. Usuários baixam por ano mais 150 mil downloads de arquivos de teor nazista, superiores a 100 megabites cada

Por Adriana Dias*

Rosa Barreiro passará o próximo dia 18 em luto, pela vigésima segunda vez. Em 1994, ela perdeu seu filho Sebastián, no atentado a AMIA, em Buenos Aires. Ele tinha apenas 5 anos.

Ela passava com ele pela calçada. Dirigia-se ao Hospital das Clinicas para um curso. Combinaram de fazer um lanche na volta e o garoto havia separado seus dinossauros favoritos para brincar com a mãe. Ao passar pela Rua Pasteur, a bomba explodiu e ela não conseguiu salvá-lo. Foi levada ao Hospital e nunca se recuperou da perda, obviamente.

Adriana Dias: O calvário de ter um filho com doença rara numa UTI

24 Jun

Vinicius Araújo Fonseca está internado no Hospital Unimed da cidade de Botucatu, São Paulo, desde o dia 28 de março. Nos primeiros 35 dias permaneceu internado na UTI com acompanhamento de um dos pais em uma sala de isolamento do setor, conforme acertado anteriormente na ouvidoria da UNIMED, pela particularidade da doença. Posteriormente, Vinicius foi para o quarto e voltou por seis vezes para UTI, devido complicações, mas teve a presença dos pais impedida. O pai, apavorado pede socorro em seu calvário, para que alguém permita seu direito de estar com seu filho

Agenda conservadora, golpe e religião: alguns pontos para começar o mapeamento da questão

21 Jun

Agenda conservadora, golpe e religião: alguns pontos para começar o mapeamento da questão

 ARTIGO originalmente publicado na REVISTA FÓRUM

Leia na íntegra aqui http://www.revistaforum.com.br/2016/06/21/agenda-conservadora-golpe-e-religiao-alguns-pontos-para-comecar-o-mapeamento-da-questao/

Uma das questões mais complicadas no conjunto de temas que envolvem o golpe brasileiro é a questão religiosa. O golpe tem evidentemente uma agenda conservadora, pautada por uma bancada, dita da Bíblia, que exige cargos tidos como essencialmente ligados a questões fundamentais ao tema de Direitos Humanos e, inclusive, a Tratados Internacionais. Na verdade, a incapacidade dos governos de esquerda de negociar com a bancada dita evangélica, ao longo do tempo, por uma série de motivos, culminou numa estratégia que levou esses parlamentares e sua pauta ao protagonismo no golpe

Por Adriana Dias*

Uma das questões mais complicadas no conjunto de temas que envolvem o golpe brasileiro é a questão religiosa. O golpe tem evidentemente uma agenda conservadora, pautada por uma bancada, dita da Bíblia, que exige cargos tidos como essencialmente ligados a questões fundamentais ao tema de Direitos Humanos e, inclusive, a Tratados Internacionais. Na verdade, a incapacidade dos governos de esquerda de negociar com a bancada dita evangélica, ao longo do tempo, por uma série de motivos, culminou numa estratégia que levou esses parlamentares e sua pauta ao protagonismo no golpe. O conservadorismo do atual Congresso Nacional, tão falado e tão pouco entendido em suas raízes, tem um núcleo expressamente pentecostal e neopentecostal, e falta a muitos analistas uma caracterização desses grupos com mais precisão.

Uma excelente fonte para pensar a questão é PENTECOSTALS AND CHARISMATICS IN LATIN AMERICA AND LATINO COMMUNITIES, organizado por Néstor Medina and Sammy Alfaro e publicado em 2015. Outra fonte interessante é o banco de Dados, com estudos disponíveis na WEB em http://www.glopent.net/.

A quem interessa a desconstrução da vítima de estupro coletivo?

30 Maio

ARTIGO originalmente publicado na REVISTA FÓRUM

Leia na íntegra aqui http://www.revistaforum.com.br/2016/05/30/desconstrucao-da-vitima-do-estupro-coletivo/

A quem interessa a desconstrução da vítima de estupro coletivo?Adriana Dias:

Poucos se dão conta de quem realmente deseja muito que a culpa fique na moça. A turma do Cunha, não só pelo projeto que fragiliza a lei do aborto legal, ou o atendimento a vítimas de estupro, e sim porque fragiliza todo o debate contra a moral desses pastores. Reporto-me a um caso antigo para falar disso. Tenham paciência, que o babado é longo