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O governador, a PM, o dramaturgo e os alunos

4 Dez

TROFEUREI

 

E o troféu Rei de Copas do Século vai para o Governo de SP e sua PM na sua não estratégia de como cuidar da educação.

São Paulo  deveria entrar para os manuais de como não se comunicar estudantes. Foi um desastre, repetindo a ditadura militar de forma que nem Mãe Dinah poderia ter imaginado. Uma coisa de fazer inveja a Conrad e seu magnífico “horror” “horror”. Uma vez, em ocasião em que estivemos em mesmo espaço, obviamente por questões de etiqueta social, vi o governador de SP, vulgo mestre dos chuchus falar a comunidade judaica e tentar falar do Holocuasto citando Bertholt Friedrich Brecht. Obviamente, o assessor colocou apenas o último nome do autor, na tentativa de minimizar o vexame, mas não treinou o moço o suficiente. Saiu algo como brechreat, e a comunidade passou 2 minutos cochichando.

 

O vexame das escola demonstra claramente pq ele errou o nome do autor. Por ele, ele fuzilava os alunos, no estilo que o dramuturgo se imortalizou por criticar em sua obra maravilhosa.

 

Bem, não tem arrego. Vc mexeu nas escolas, a gente vai atrás do seu sossego. Geraldo, a culpa é sua daqui pra frente, a escola é também na rua.  Vai estudar o Brecht.

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Troféu Rei de Copas – INCA

18 Abr

Eu jurei que ia descansar. Mas, ao ler esta notícia no blog da Valéria, mãe do fofo do Erik, não deu.

Gente o garoto teve um CÂNCER, se tratou tava bem, e quase morreu, no INCA, pq ninguém tirava o CATETER. Gente, que toca do coelho eu entrei dessa vez????

 

TROFÉU COMO ASSIM????? REI DE COPAS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!  AGORA, JÁ, PRO INCA.

A respeito da manifestação em São Paulo

14 Jun

Ao nos reunirmos em solidariedade para expressar um sentimento de injustiça massiva, não devemos perder de vista aquilo que nos reuniu. Esta é a máxima que linka os movimentos populares durante os séculos.

No entanto, quando os movimentos populares vão para a rua são sempre tido como “pequenos”, “políticos”, “vândalos”, “abusivos”. E repressão massiva, velha forma do poder mofado e que cheira putrefato  diante  do suor sagrado dos tão jovens que tomam as ruas.

Escrevo para que todas as pessoas que se sentem atingidas pelas forças que criminalizam os movimentos sociais em São paulo, nestes últimos anos:  saibam que somos suas aliadas. Há tempos são os jovens que não apenas adoecem, mas que levam chumbo, balas de borracha, bombas de gás lacrimogênio, de efeito (i)moral.

Se o valor da passagem pode ou não ser reavaliado, que as autoridades se abrissem para o diálogo pacífico: enviar tropas contra os jovens e reprime manifestações, inibe o Estado de Direito, e torna a desobediência civil um atalho para estes que gritam ser ouvidos.

Estou chocada com as prisões em massa: só na ditadura militar se soube de algo semelhante: claro, são a ordem imposta pelo governo tucano. As forças conservadoras de SP  perpetuaram a desigualdade e a discriminação  baseados em idade, cor da pele, sexo, identidade de gênero, classe, orientação sexual e em deficiência. Os jovens e são criminalizados, como são criminalizados TODOS os movimentos sociais. Cuidado. Isso é fascismo policial. Abram-se as conversas, sabe-se claramente que a policiais infiltrados na multidão. A imprensa afirmou isto o dia todo. Porque estão lá?

Manter uma manifestação com milhares de pessoas pacífica não é possível com repressão e violência policial severa. Unidos como povo, reconhecemos a realidade: que o futuro da raça humana exige a cooperação de seus membros; que nosso sistema deve proteger nossos direitos e que, ante a violência desse sistema, resta aos indivíduos a proteção de seus próprios direitos e de seus semelhantes; que um governo democrático deriva seu justo poder do povo,  e que nenhuma democracia real é atingível quando o processo é determinado pelo poder econômico, e não pelo diálogo constante com as forças populares. Não coloquem a força na frente da  justiça, e a opressão antes da igualdade, eles   pacificamente,  como é de seu direito estão gritando.

Se calarem, talvez as pedras comecem a  gritar.

Troféu como assim para a PM de SP!  TROFEUREI

Troféu Rei de Copas – Edson Celulari!

26 Set

Olha que babaca: merece um troféu duplo a figura:

 

EDSON CELULARI USA VAGA EXCLUSIVA PARA DEFICIENTES FÍSICOS EM ESTACIONAMENTO DE SHOPPING

 

Foto: Alexandre Nolasco

 

 

Antes de visitar a nova namorada, o ator Edson Celulari deu uma passadinha em um shopping da Barra da Tijuca, na tarde de domingo, para comprar um aparelho de som. Ao entrar no shopping, o ator parou em uma vaga exclusiva para deficientes físicos.

 

Foto: Alexandre Nolasco

 

 

Eu quero um escola de algodão

20 Maio

Diante dos episódios de ontem, acho que é preciso fazer algumas considerações: Primeiro o que está em jogo é que modelo de EDUCAÇÃO PÚBLICA desejamos.

Em segundo que projeto de país desejamos e como esta EDUCAÇÃO PÚBLICA define este país.

O troféu Como Assim? vai para o Senador Lindberg, defensor de guetos na educação.

Acredito que as eleições revelaram um apoio nacional a um projeto de país. Foi escolhida uma presidenta e uso o termo consciente do que os gramáticos puristas gritam contra ele, e afirmo: é uma escolha de gênero, mesmo. Chega de uma língua que não atende às mulheres, porque a construção lingüística é determinante para a cultura. E a cultura reforma a língua, queridos.

Acredito, portanto,  na língua de sinais. Acredito que haja o que se denomina de “cultura surda”, ainda que, obviamente, como antropóloga não culturalista ache absurdo o uso do vocábulo cultura na idéia, cultura usada desta forma fixa a diferença. Cultura neste sentido serve para fixar limites a determinadas ideologias e estratégias políticas. Apenas isto. Mas, este texto não discutirá isso.  Quem quiser que leia Wagner e Kuper.

Acredito que exista uma partilha simbólica de um universo de discursos e práticas, no qual a língua de sinais está inserida. Claro que neste sentido há a cultura surda, a que existe a partir da língua, no caso da brasileira, a LIBRAS.

Sou defensora de LIBRAS de carteirinha. Sempre fui. E falo de vinte anos de luta.

Há várias sub-culturas na cultura brasileira, fazendo um esforço grande aqui  (perdão, amigos antropólogos, mas é uma tentativa de dialogar com quem não é iniciado nas nossas críticas ao culturalismo) para usar a palavra cultura como todos usam: há comunidades judaicas, alemãs, italianas, japonesas, russas, nordestinas em São Paulo, paulistas no nordeste, senegalesas, australianas, todas balizadas pela idéia de preservação e partilha de uma língua, que mantém viva a tal cultura.

Se todas elas levarem seus membros ao Senado Federal exigindo escolas que respeitem suas línguas estaremos todos perdidos.

Estaremos montando guetos que separam, ao invés de construir uma sociedade que partilha. Se querem preservar-se, que o façam, sem DINHEIRO PÚBLICO.

Gastos públicos devem ser fundamentados na idéia de que país desejamos.

A maioria da população deste país não escolheu os guetos, escolheu a partilha, quando escolheu o PT.

Claro que há problemas: a inclusão não se deu ainda, e a fala, triste de que LIBRAS não é língua só piorou tudo. Mas, desculpem, não vamos ampliar a inclusão criando guetos.

Os defensores de guetos que me perdoem, a cidadania é fundamental.

O modelo escolar que foi defendido ontem é o Estadunidense. Por coerência o Senador deveria deixar o PT. Porque não é este o modelo de país que desejamos.

Digo isto, porque uma assessora sua, a Melissa, me escreveu dizendo que o senhor nada pode fazer em relação ao Estatuto porque ele está na Câmara. E aí, o senhor convida quem quer e quem partilha de seus ideais, como os surdos parceiros de longa data de seu grande amigo mineiro tucano (não, não o Aécio, pelo qual o senhor bateu no PT nacional no Twitter), o deputado federal Eduardo Barbosa (PSDB-MG). E me mostra que apesar do discurso da Melissa,  o senhor acha que pode fazer muito, e faz…

Há 3 milhões de surdos, senador. Há surdos oralizados, surdos que falam libras e preferem a escola pública, surdos que o senhor não deseja ouvir. Porque o senhor, vergonhosamente quer apenas seu nome num Estatuto que é anterior a Convenção, que não ouviu vários grupos, e que serve a um projeto de país que não é petista.

Pela sua lógica, nós que temos osteogenêsis imperfecta, a doença que fragiliza os ossos, deveríamos ter uma escola só nossa, para atender às nossas necessidades. Eu quero uma escola de algodão.

Como assim?

26 Abr

A concorrência anda grande, infelizmente. Mas, o troféu “Como Assim?” desta semana vai para a MTV. Além de expor autistas de maneira preconceituosa, trabalha com uma violência ao diferente, de modo absurdo.

Eles pediram desculpas, graças a pressão do movimento de PcD. Mas, atenção: estamos de olho.

Plantão Espelho de Alice

4 Abr

Gente, fiquei horrorizada! Ouça este áudio: http://bit.ly/eJ6KOZ

Que parte de “tem um policial matando alguém”, o atendente não entendeu? Como assim, vc liga na Corregedoria?

Alguém aí me explica como se ouve que tem um policial MATANDO uma pessoa e a fraseologia é: ligue na Corregedoria?

E se o policial a matasse, o atendente ia fazer alguma coisa? Porque outra viatura não foi ao local imediatamente?

190 virou telemarketing. Ligue no setor de reclamações da Corregedoria. Para policial que MATA tecle 2.

Leia a notícia aqui.