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#008 O modelo de Alice na Disney fez sua voz, e mudou a vida dela (e a minha!)

6 Ago

Kathryn Beaumont, a atriz que dublou para a Disney a Alice, de Alice no País das Maravilhas, e a Wendy, de Peter Pan, também atuou como modelo durante as produções. Fonte: http://addictable.com.br/2015/10/04/modelo-alice-no-pais-das-maravilhas/

Estas fotos da década de 50 mostram todo o esforço para a produção de Alice no País das Maravilhas, onde os artistas produziam de 23 a 24 segundos de animação por semana. Considerando que o filme tem 75 minutos, você faz a conta.

Walt Disney escolheu Beaumont para ser a voz de Alice quando ela tinha apenas 10 anos. Ele ficou tão impressionado com a sua aparência que a escolheu para ser a modelo da Alice.

“Não houve nenhum fundo, apenas o fundo azul… com as luzes e a câmera fazendo os diferentes movimentos que serviram para diferentes partes da história”, disse a atriz.

Para Beaumont, desempenhar o papel de Alice foi uma das melhores experiências de sua carreira e sua vida.

Modelo que inspirou Alice no País das Maravilhas - Rascunho - Processo criativo (1)Modelo que inspirou Alice no País das Maravilhas - Rascunho - Processo criativo (2)Modelo que inspirou Alice no País das Maravilhas - Rascunho - Processo criativo (3)Modelo que inspirou Alice no País das Maravilhas - Rascunho - Processo criativo (4)Modelo que inspirou Alice no País das Maravilhas - Rascunho - Processo criativo (5)Modelo que inspirou Alice no País das Maravilhas - Rascunho - Processo criativo (6)Modelo que inspirou Alice no País das Maravilhas - Rascunho - Processo criativo (7)Modelo que inspirou Alice no País das Maravilhas - Rascunho - Processo criativo (8)Modelo que inspirou Alice no País das Maravilhas - Rascunho - Processo criativo (9)Modelo que inspirou Alice - Rascunho - Processo criativo (10)Modelo que inspirou Alice - Rascunho - Processo criativo (11)

 

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#006 Ela tem versões e versões e mais versões em cine!

21 Jul

Uma história, se é fascinante, será filmada.

Uma história, se é fascinante, será filmada. Se é incrivelmente fascinate, adoravelmente inquietante, e se fala com pessoas de todas as idade, sem uso de moral de forma idiota, e descortina perguntas verdadeiramente interessantes, vai ser filmada, filmada e filmada. Essa é Alice.

Vamos olhar um pouco da filmografia? Já falei um pouco de alguns filmes aqui. Mas, hj falo mais.

Dirigido por W.W. Young e estrelado por Viola Savoy no papel de Alice é o meu preferido. É de 1915, e está inteirinho online.

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Este tem mais de cem anos (de 1903), foi dirigido por Cecil Hepworth, e é interessante. É baseado nas ilustrações originais.

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Este é muito legal. Dirigido, em 1933 por Norman Leod.

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E para terminar, o meu queridinho em francês: Alice au pays des merveilles. Com fantoches. Muito lindo! Por  Marc Maurette, Bower Dallas e Louis Bunin

#005 O mundo dela tem um mapa colorido e ilustrado

19 Jul

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Sem mais demora, baixa ele aí!

#004 Ela tem milhares de versões, ilustradores e eu amo isso!

17 Jul

Alice e suas histórias é um dos livros mais traduzidos do mundo. E um dos mais bem ilustrados. Muitos ilustradores fantásticos já encheram meus olhos de felicidade com suas fantásticas interpretações dos personagens que eu mais amo.

Aqui coloco para vocês alguns das capas que mais amooooo, de Alice nas maravilhas.

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A capa número 1, eu procuro um bocado. A número 2, 3, 4, 5 são de livros que eu tenho. A dois é muito linda, a árvore cheia de corações, como se ela demarcasse o reino da rainha de Copas, a três é um livrinho de Disney, tenho a versão em português. A 4, em quadrinhos, de 1950, tb tenho em portugu~es, e foi dureza conseguir, ams achei. e não empresto, nem cedo, nem cesso, nem vendo, nem alugo, nem nenhuma outra coisa. A seis, que é a capa de The Nursey Alice, cuja história vc pode ler clicando aqui, tenho na forma de pdf, e no meu planner life, tipo um caderno. Um dia explico isso.

Os outros tenho em pdf. O único que não tenho de jeito nenhum é o 1. Alicemaníaca, eu? que nada.  Uma hora posto as capas de Alice através do espelho.

#003 Ela tem uma explicação cabalística!

16 Jul

Vocês conhecem o comentário do Dr. Marc Edmund Jones, fundador da Assembleia Sabian, para Alice?

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Cabala, esoterismo e Alice!

“Sabian” vem do hebraico “Sabaoth”, o plural de “exército” como encontrado na frase bíblica “Senhor dos Exércitos” (Romanos 9:29), e os estudos de Marc Edmund Jones juntaram um pouco de tudo isso. Ele é muito conhecido por astrológos que se valem da metodologia de Dane Rudhyar, para interpretar símbolos para graus do mapa astral, para astrologia dita esotérica e médica. O que pouca gente sabe é que o moço amava a Alice também, e interpretou os livros!

Basta clicar aqui para acessar. para ler especificamente o comentário de alice no país das maravilhas, use este link. Para ler os comentários de através do espelho, use este.

#002 Ela foi minha primeira amiga de infância.

14 Jul

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A primeira vez que a gente senta ao lado da irmã da Alice, de sua gatinha Diná, e sonha com ela a queda na toca do Coelho Branco, a primeira vez a gente não esquece.

Eu tinha quatro anos, e meu pai olhou para mim e disse, hoje vou contar para você um dos contos favoritos da sua mãe. Soou como se ele fosse me dar uma sacola cheia de doces, ou me contar um grande segredo de família. o livro chegou assim, como um cumplíce da felicidade materna. Ele pegou um exemplar do livro com grandes figuras, em inglês, todas figuras preto e branco. Aquilo parecia um enigma, um pacto, entre ele e eu.

Ele me mostrou o desenho da garota e disse, Adriana essa é Alice. Muito prazer, Alice, eu disse, quem é você, como se pudesse prever a pergunta da Lagarta…

Meu pai começou a  dizer que um dia, ao lado da irmã, Alice avistou um coelho de colete. Eu ri, imediatamente. Um coelho correndo de coletes. Aquilo me pareceu absolutamente provável, como todo mundo imaginário deve parecer provável às crianças. O coelho retirou do colete um relógio e gritou: Estou muito atrasado.

Tive pena dele, preso no relógio, tal como meu pai e minha mãe. Porque um coelho, ora bolas, estaria atrasado? – perguntou meu pai. E eu respondi: para ir ao jantar de cenouras com a coelha, lembrando das chamadas de minha mãe, na hora do jantar…

Não, respondeu meu pai, solenemente, ele estava atrasado, e a Rainha de Copas poderia castigá-lo. Eu perguntei qual seria o castigo, e meu pai, riscando a garganta com o dedo disse em tom lento e silábico: Cortem a cabeça, gritaria a Rainha. Eu lembrei de Mary Stuart, que sempre povoava a vida em casa, minha mãe e seu mundo britânico, histórias, livros, teatro, tudo ela exigia que a gente soubesse e lesse. A Rainha de Copas é a Lisabeta? – eu perguntei, e meu pai falou, que era parente: uma parente mais antiga, ou mais nova talvez, que eu fosse perguntar a minha mãe, que lógico, a cronologia da coroa inglesa era a paixão dela, não a dele. Mas, uma parente mais brava, mais dura e completamente louca. Olhando sério pro meu pai eu perguntei: porque colocam uma louca no trono da Inglaterra? Era costume da política, ele me respondeu, dando-me a melhor informação sobre Ciência Política de toda minha vida. Os loucos reinam, eu pensei. Nunca vou querer reinar, porque eu não sou louca.

Meu pai ficou em pé, como um valete de copas, ou como o gato na árvore, colocou as mãos na cintura, apontou para um lado e afirmou: lá mora uma Lebre de Março maluca. E mudando de direção, disse e lá vive um chapeleiro louco. Eu sou louco, você é louca. Somos todos loucos aqui. Eu olhei para o meu pai bem séria (eu era dessas crianças muito sérias, mas muito piadistas também, que já tinha operado tanto o corpo e sentido tanta dor, que entendia muito bem o que era uma vida louca) e disse, tá bom, somos loucos todos, uns pelos outros.

Meu pai parou a história, me abraçou e  disse à minha mãe, que preparava bolinhos de chuva  para chover canela neles depois: a Mé (sim, eu era a Mé, meu irmão me chamava assim, e todos copiaram) a Mé é doida por todos nós. Minha mãe chegou com um prato de bolinhos e chuva e groselha gelada. Comemos, rimos, até meu irmão acordar e vir participar também. Todos os quatros, rindo, da nossa loucura. Confortados por bolinhos de chuva com canela e groselha coloridíssima, que enchia de cor as ilustrações em preto e branco do livro, que depois eu devoraria (eu lia desde um ano e meio de idade).

Nunca mais eu pude esquecer Alice.  Ela foi minha primeira amiga de infância.