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Diversidade, definições: por Houaiss

2 Jun

lagarta

DataçãosXIV cf. IVPM

Acepções

■ substantivo feminino

1    qualidade daquilo que é diverso, diferente, variado; variedade
2    conjunto variado; multiplicidade
3    desacordo, contradição, oposição
4    Rubrica: ecologia.
índice que leva em conta a abundância e a equitabilidade de uma comunidade
5    Rubrica: ecologia.
m.q. biodiversidade

Etimologia

lat. diversìtas,átis ‘diversidade, variedade, diferença’; ver ver(t/s)-; f.hist. sXIV diuersidade, sXV diversidade, sXV deversydade

Fonte: bliblioteca UOL. http://houaiss.uol.com.br/busca.jhtm?verbete=diversidade&stype=k

Troféu Rei de Copas – Edson Celulari!

26 Set

Olha que babaca: merece um troféu duplo a figura:

 

EDSON CELULARI USA VAGA EXCLUSIVA PARA DEFICIENTES FÍSICOS EM ESTACIONAMENTO DE SHOPPING

 

Foto: Alexandre Nolasco

 

 

Antes de visitar a nova namorada, o ator Edson Celulari deu uma passadinha em um shopping da Barra da Tijuca, na tarde de domingo, para comprar um aparelho de som. Ao entrar no shopping, o ator parou em uma vaga exclusiva para deficientes físicos.

 

Foto: Alexandre Nolasco

 

 

apenas o ponto azul…

3 Jun

Reatech

18 Abr

As muitas feiras que me perdoem, mas a Reatech é fundamental. Fundamental para as empresas que vendem, vendem, vendem. Fundamental para a administradora do estacionamento. Fundamental para os palestrantes e suas ideologias. E deveria ser FUNDAMENTAL para o movimento da pessoa com deficiência. Deveria? Será que eu quero demais?

Adoro aquele lugar, porque como nela a imersão na diversidade permite que nossas feridas de exclusão sejam aliviadas: lá somos nós, inteiros; expressando-nos. Lá a turma paquera… se diverte e como disse meu marido monge lindo, a feira um dia estará lá e a Reatech será em todos os lugares e poderemos viver isso nas praças da vida, que serão acessíveis e inclusivas.

No entanto, é preciso que algumas coisas sejam ditas: é preciso impedir que a feira se torne um espetáculo de exclusão, como disse o amigo Isaías Dias, uma televisão de cachorro. Picolé de frutas a sete reais é demais! Eu quase entreguei a bolsa de mãos levantadas… Algumas coisas precisam ser revistas, se não a feira excluirá…

Além dos preços abusivos, muito abusivos mesmo na praça de alimentação, o que permitiu que uma amiga da Anahi pudesse afirmar que tinha restaurante de cadeirantes e lanchonete de surdos, é preciso rever o espaço: as filas para entrar estavam endoidecer gente sã, no melhor estilo Renato Russo… Era fila pra entrar de carro, pra estacionar, pra credenciar, pra entrar na fila, pra ir no banheiro. Alô, alô, chamem o eterno síndico Tim Maia e peçam um espaço maior! Somos milhares! Vamos aos milhares. A feira deu certo. Já deu certo há dez edições atrás!

Bem, era isso. Alice tinha que falar. Para que a Reatech possa continuar sendo um lugar lindo, de encontrar pessoas que a gente ama, de partilha e de saudade: ano que vem tem mais!

Beijos coloridos em todos!

Leituras: os direitos do aluno leitor e não leitor. ( 1-7)

10 Mar

Inspirada por um post do Rafael Galvão e outro do Alex, sobre a leitura na escola e os livros infanto-juvenis, decidi escrever um texto sobre o que penso sobre tudo isso, que acabou se transformando em uma espécie de manifesto, pelos direitos dos alunos leitores e não leitores. Ficou um texto longo, bastante pessoal, que publicarei aqui aos poucos, um por dia, em meio ao dia a dia do Diário da Lulu.

No total, os direitos são esses (basta clicar em cada um que o post aparece!):

1)O aluno não precisa gostar do livro lido.
Inclusive, é livre para odiá-lo.

2)Ao aluno deve ser oferecido sempre o que há de melhor na literatura universal, passando por todos os gêneros.
3)A literatura não é objeto santificado, sagrado nem de culto máximo.
4)Livros inteligentes devem ser tratados com inteligência.
5)Se o aluno não lê nada, mas nada mesmo, é porque, provavelmente, não sabe ler.
6)Os alunos têm direito a excelentes bibliotecas e a livros baratos.
7)Os alunos têm direito a professores ultra bem remunerados e com tempo para dedicarem-se a eles.

1)O aluno não precisa gostar do livro lido.
Inclusive, é livre para odiá-lo.

 

Nas escolas reina uma espécie de consenso de que os alunos devem, sempre, gostar das leituras pedidas e se encantar com elas. Se o aluno não gosta do livro lindo que você demos, é porque ou falhamos terrivelmente, ( e aí ficamos angustiados, aflitos, deprimidos), ou porque não tem jeito, são todos umas bestas insensíveis mesmo, e nosso papel, afinal, é esse mesmo, jogar pérolas aos porcos, sementes em pedras, e ver se alguma floresce.

Eu não gosto dos mesmo livros que meu marido gosta, nem que meus amigos gostam, e há uma série de livros clássicos, que eu sei que são bons e tudo, para os quais não tenho o menor saco, que simplesmente não rolam para mim. Eu amo Tolstói, choro toda vez que leio Anna Karenina mas a maioria das pessoas que conheço acha um porre, especialmente as enormes digressões a vida no campo, deus e a natureza e tal. Por outro lado, do Guerra e Paz, agüento só a parte da Paz, quando chega na parte da guerra e aquelas horas de descrições infinitas sobre estratégias militares, ai que sono. E isso não faz de mim uma leitora nem uma pessoa melhor nem pior, são gostos, ué, mas parece que aos alunos não é concedido o direito do gosto. Eles têm que gostar do que se convencionou que é bom, ou do que os professores gostam, e se isso não ocorre é um problema. Por quê? Normal, não gostar de algo que todo mundo gosta, tem gente que não gosta de chocolate, ué, nem de lasanha, tem que achar Machado de Assis legal?