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10 pontos para pensar a Lava Jato nesses dias pós-hecatombe

17 Maio

Adriana Dias lista comparações com a italiana Mãos Limpas e faz observações sobre questões ainda obscuras a respeito da operação comandada por Sergio Moro

Por Adriana Dias

  1. Em sua frequente comparação com a Mani Pulite, operação italiana dos anos 90 de combate à corrupção, um exame detalhado do agente centralizador de ambas operações é muito revelador: Antonio de Pietro estudou primeiramente na Alemanha, no início da década de 70; formou-se em engenharia eletrônica, trabalhou dois anos naquele país depois de formado, antes de retornar à Itália, quando em Milão começou os estudos na faculdade de Direito, trabalhando na área de engenharia. Esse é o homem da Mani Pulite, um homem com duas faculdades, que antes de assumir a função pública trabalhou para pagar o próprio sustento, e morou em dois países distintos. Na década de 80 entra para a Academia de Polícia e, sempre conciliando trabalho e estudo, chega a procurador adjunto de Bergamo. Giuseppe Di Pietro, seu pai, morreu no campo, esmagado pelo trator arando campos de beterraba.
  2. Do outro lado temos Sérgio Moro, o juiz da Operação Lava Jato, que se situa num lugar muito diferente do campo. Revelou-se numa reportagem que ele só andou de ônibus pela primeira vez aos dezoito anos. Viveu na Maringá cidade dos sonhos, da qual saiu para Curitiba como juiz, nunca trabalhou para se sustentar durante o período da universidade, e o curso em Harvard que consta em seu currículo dura menos de um mês. Você pode verificar em http://hls.harvard.edu/dept/academics/continuing-and-executive-education/. Seu pai, funcionário público biônico da ditadura, foi nomeado pela ARENA. Esses lugares tão diferentes mostram o quanto a concepção das operações é diversa: numa REALMENTE se desejava combater a CORRUPÇÃO; na outra, apenas UM PARTIDO POLÍTICO, O PT, o partido dos proletários, dos operários, dos trabalhadores. Lugar que Moro desconhece por nascimento.

Leia o texto integral no Portal da Revista Fórum em http://www.revistaforum.com.br/2016/05/17/dez-pontos-da-lava-jato/

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Um texto de Bretcht, atual como a votação de ontem no Senado.

26 Fev

AS CINCO DIFICULDADES PARA ESCREVER A VERDADE

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Bertolt Brecht

(em Port. de Portugal)

Hoje, o escritor que deseje combater a mentira e a ignorância tem de lutar, pelo menos, contra cinco dificuldades. É-lhe necessária a coragem de dizer a verdade, numa altura em que por toda a parte se empenham em sufocá-la; ainteligência de a reconhecer, quando por toda a parte a ocultam; a arte de a tornar manejável como uma arma; o discernimento suficiente para escolher aqueles em cujas mãos ela se tornará eficaz; finalmente, precisa de terhabilidade para difundir entre eles. Estas dificuldades são grandes para os que escrevem sob o jugo do fascismo; aqueles que fugiram ou foram expulsos também sentem o peso delas; e até os que escrevem num regime de liberdades burguesas não estão livres da sua acção.

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Reflexão _ Mauro Lopes

1 Jan

Para superar o capitalismo, sistema de morte (I)

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Novos ensaios em “Outras Palavras”: informado pela Teologia da Libertação e pensamento do papa Francisco, colunista escreve sobre grandes impasses contemporâneos. No primeiro texto, o papel dos bancos e da aristocracia financeira

Por Mauro Lopes | Imagem: Emil Nolde, Máscaras (1911)

Escrevo hoje e nos próximos dias uma breve série de meditações sobre o capitalismo a partir do ensinamento da Igreja e do Papa Francisco, que no II Encontro dos Movimentos Populares, em Santa Cruz de la Sierra (Bolívia), em julho de 2015, qualificou o sistema de “ditadura sutil”. Para o Papa, o capitalismo “é insuportável: não o suportam os camponeses, não o suportam os trabalhadores, não o suportam as comunidades, não o suportam os povos…” Antes, em abril, um dos líderes da reforma da Igreja, o cardeal de Tegucigalpa, Óscar Andrés Rodriguez Maradiaga, ex-presidente da Cáritas mundial e coordenador do grupo encarregado da reforma da Cúria romana, havia afirmado que o capitalismo é “um sistema econômico que mata”. Não são ensaios nem artigos, apenas breves meditações que buscam colocar-se a serviço da Igreja, que busca retomar o caminho original dos ensinamentos de Jesus.

I – Os bancos

Minha nova atividade profissional fez-me frequentar um ambiente no qual não pisava há quase vinte anos: as filas de agências bancárias. O que tenho testemunhado é um verdadeiro massacre. Toda vez que alguém chega para fazer um pagamento ou retirar dinheiro ou qualquer outra operação nos caixas dos grandes bancos e seu cartão é inserido nas maquininhas, abre-se uma tela para o funcionário do banco com as informações necessárias para espoliar a pessoa. Os velhos e velhas aposentados são as vítimas preferenciais. Os bancos tentam arrancar seu dinheiro sem dó nem piedade, aproveitando-se do fato de estes aposentados terem uma renda mensal garantida. Nos caixas, jovens bem falantes, articulados e obrigados à “venda”, sob o risco de não “atingirem as metas” e, no limite, serem demitidos por isso. É um sistema infernal. Outro dia minha mulher testemunhou um velhinho quase aceitando um crédito de 40 mil reais diante da insistência do caixa: “O senhor não está precisando trocar de carro? Tem aqui 40 mil, podemos fazer já. O senhor usa e paga um pouquinho por mês”. Ela quase se meteu para impedir o assalto, mas a ultima hora o senhor recusou.

Outro dia vi uma cena semelhante, com uma senhora que visivelmente não estava entendendo a oferta criminosa da caixa do banco. Ao ver que eu estava ao lado olhando, a funcionária do banco recuou e desconversou. Imagine quantas milhares de vezes ao dia a cena se repete. E quantas vezes o assalto é bem sucedido. Agora, os bancos inventaram um jeito de poderem praticar o crime de maneira mais discreta, reduzindo o risco da indignação pública nas filas. Meteram umas divisórias de vidro que impedem aqueles que estão na fila vejam ou escutem o que acontece na boca dos caixas. A desculpa chega a ser ridícula. Dizem os gerentes de duas agências em que perguntei a razão da medida que é “para segurança dos clientes” – teoricamente para evitar assaltos à saída das agências. Conversa fiada. É para facilitar o assalto que acontece dentro das agências, para garantir privacidade à ação criminosa dos caixas. Não, em sua imensa maioria eles não são criminosos, são igualmente vítimas da engrenagem. Em minha família há duas pessoas que são funcionários de grandes bancos e estão gravemente adoentadas emocionalmente por isso.

É claro que os lucros dos grandes bancos não são feitos exclusivamente sobre o roubo aos velhos aposentados. Mas eles funcionam como os assaltantes de farol: evitam os mais fortes, preferem os mais frágeis — é mais fácil e seguro.

As fontes de lucros dos bancos são diversas e todas elas assentadas sobre práticas comparáveis aos saques feitos nas guerras.


1. Juros dos crediário
s: há uma “pegadinha” malandra dos bancos, que é a de apresentar as taxas apenas referentes ao período mensal e esconder o número anualizado. Facilita engambelar as vítimas. Com base em números oficiais da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) – dados de junho 2014 –, Dowbor informa que os juros praticados no mercado para a compra de uma TV eram de 6,87% ao mês, um juro real ao ano de 122% – “literalmente, um assalto”, escreveu o professor.Há um artigo memorável e atualíssimo do professor Ladislau Dowbor publicado no site Outras Palavras em outubro de 2014, “Bancos: o peso morto da economia brasileira”. Leia, é de fato imperdível. Nele, Dowbor detalha as fontes dos lucros do sistema financeiro no Brasil. Os números são referentes a 2014, mas são ainda mais escorchantes em 2015.

2. Juros para pessoa física: “Tomando os dados de junho 2014, constatamos que os intermediários financeiros cobram juros de 238,67% no cartão de crédito, 159,76% no cheque especial, 234,58% na compra de automóveis. Os empréstimos pessoais custam na média 50,23% nos bancos e 134,22% nas financeiras. Estamos deixando aqui de lado a agiotagem de rua, que ultrapassa os 300%.” Dowbor não escreveu, mas a agiotagem de rua é, em boa medida, controlada pelos grandes bancos. Mas esclareceu que os números para o cartão de crédito – juros de 238%, segundo a Anefac – eram estimados em 280%pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs)! Achou pouco? Em setembro de2015 o Banco Central informou que os juros do cartão de crédito haviam ultrapassado 400% ao ano – muito mais que a “agiotagem de rua” de 2014.

3. Juros para empresas: Escreveu Dowbor que “as taxas de juros para pessoa jurídica não ficam atrás. O estudo da Anefac apresenta uma taxa praticada média de 50,06% ao ano, sendo 24,16% para capital de giro, 34,80% para desconto de duplicatas, e 100,76% para conta garantida. Ninguém em sã consciência consegue desenvolver atividades produtivas, criar uma empresa, enfrentar o tempo de entrada no mercado e de equilíbrio de contas, pagando este tipo de juros. Aqui, é o investimento privado que é diretamente atingido.”

4. Juros sobre a dívida pública: Os bancos são os maiores detentores de títulos da divida pública. Ganham uma fortuna. Mais uma vez, o texto do professor Ladislau: “Quando gastamos 5% do PIB para pagar os juros da dívida pública, significa que estamos transferindo, essencialmente para os bancos donos da dívida e um pequeno grupo de afortunados, cerca de 250 bilhões de reais ao ano, que deveriam financiar investimentos públicos, políticas sociais e semelhantes. Para os bancos, é muito cômodo, pois em vez de terem de identificar bons empresários e fomentar investimentos, tendo de avaliar os projetos – enfim, fazer a lição de casa – aplicam em títulos públicos, com rentabilidade elevada, liquidez total, segurança absoluta. É dinheiro em caixa, por assim dizer, e rendendo muito.”

“Nesse caso, além do efeito macroeconômico, há outro: a chantagem política e a ameaça constante contra o governo. Este é um processo não apenas brasileiro, mas global, como bem tem anotado o Papa. Outro professor, François Morin, da Universidade de Toulouse e membro do conselho do Banco Central francês, lanço em maio o livro “L’Hydre Mondial [A Hidra mundial], sobre os 28 bancos que dominam a economia mundial. Numa entrevista em setembro de 2015, também publicada noOutras Palavras, ele adverte sobre a situação-limite das dívidas públicas e de como os Estados estão nas mãos dos bancos: ”Todas as condições estão maduras para um novo terremoto financeiro ocorrer, quando os Estados estão exangues. Ele será ainda mais grave do que o precedente. Ninguém pode desejá-lo, porque seus efeitos econômicos e financeiros serão desastrosos e suas consequências políticas e sociais podem ser dramáticas. Podemos vê-los na Grécia. Urgência democrática e lucidez política tornaram-se indispensáveis e urgentes”.

2015 foi um ano duro, a crise foi forte no Brasil não foi? Pessoas perderam empregos, empresas fecharam ou tiveram prejuízos, o setor público entrou em crise em todas as esferas, nacional, estadual e municipal. Mas para os bancos o céu continuou de brigadeiro.

Parece inacreditável, mas é verdadeiro. A cada trimestre, este ano, assistimos – alguns abismados — os bancos continuarem a bater recordes em seus lucros. Recordes sobre 2015, 2014, 2013, 2012. Recordes sobre anos difíceis para a economia e anos de crescimento acelerado. Para os bancos, só boas notícias.

O ano nem acabou mas os números são maravilhosos – para os banqueiros, é claro. Até agora, sabemos o que os bancos lucraram até o fim de setembro. Não trema. Fiquemos apenas no “trio de ferro”, os três grandes bancos de rede do país.

O Itaú lucrou até setembro R$ 17,6 bilhões; o Bradesco, R$ 12,7 bilhões; o Santander, R$ 6,6 bilhões. Não trema. Até setembro de 2015 os três bancos arrancaram de aposentados, de pessoas e empresas que precisaram de créditos, de incautos (nós todos) que pagamos tarifas e do Estado dinheiro suficiente para terem um lucro de $ 36,9 bilhões. Não é que eles arrancaram isso da sociedade. Não. Eles arrancaram muito mais. Isso é apenas o lucro. Mantido o desempenho dos trimestres anteriores, Itaú, Bradesco e Santander terão um lucro de ao redor de R$ 50 bilhões em 2015!

Apenas três instituições financeiras terão drenado da sociedade para seus cofres, em ações que numa sociedade marcada pelo respeito ao próximo seriam criminalizadas, R$ 50 bilhões em um ano! Para os mortais comuns, um número como este é tão estapafúrdio que perdemos o senso de grandeza. São números macroeconômicos. A direita brasileira quer o golpe contra Dilma por causa das tais “pedaladas fiscais”. Segundo os números do Tribunal de Contas da União (TCU) e outros disponíveis na imprensa, elas estariam entre R$ 40 bilhões e R$ 57 bilhões. Os roubos mensurados na Petrobrás até agora alcançam R$ 19 bilhões. Mas veja que os números referentes às tais pedaladas e à corrupção na Petrobrás são a soma total de anos a fio: no caso dos bancos, é o butim de apenas um ano!

Mas não há uma linha sobre este assalto ao povo brasileiro nos jornais, revistas, TVs. A velha mídia cala. Há uma operação complexa e torpe na sociedade. Alguns dos elementos desta operação de legitimação do assalto ao país são:

1. A velha mídia tem parte expressiva de suas receitas oriunda das verbas publicitárias dos grandes bancos. Só em 2015, o Itaú entregou R$ 225 milhões para o patrocínio do futebol na Globo! Lembre o que o lucro do ano do Itaú não embute este valor. O banco terá lucrado algo como R$ 24 bilhões já descontada a grana para o futebol da Globo (só para o futebol, sem contar o resto). O quadro repete-se em relação aos outros dois bancos do “trio de ferro” e em relação a todos os veículos da velha mídia, em suas diversas expressões. Dá pra imaginar a Globo ou a Folha ou a Veja dando manchetes ou entrando em campanha contra os lucros obscenos dos bancos?

2. Os chamados “jornalistas econômicos” buscam suas informações sobre os bancos… nos próprios bancos ou nas entidades patrocinadas por eles!

3. Os bancos agem mais ou menos como os traficantes nas favelas. Tentam comprar a opinião da sociedade com obras de alto valor percebido pelas comunidades ou sociedade. Os traficantes de drogas bancam campinhos de futebol, piscinas, transportes para as comunidades. Assim, o Itaú tornou-se algo como um mecenas da pós-modernidade. Itaú Cultural, MAM e tantos outros investimentos culturais. Você acha que é o Itaú que paga. Mas é você! É do dinheiro arrancado dos aposentados, do governo, das pessoas e empresas endividadas que eles “fazem bonito”. Mais uma vez: o lucro dos bancos exclui o que investem nestas ações.

Esta ação perversa dos bancos, pois travestem de bondade e consciência o que é cortina de fumaça para legitimar os lucros arrancados com o suor do país todo, estende-se evidentemente ao cenário político. Os bancos, direta ou indiretamente, financiam partidos e candidatos e, se o vento sopra pra esquerda, lá vão eles para a esquerda; se sopram para a direita, lá vão eles. Acabamos de ter um ministro da Fazenda que era funcionário do Bradesco até chegar ao cargo – o que foi revelador dos descaminhos do segundo governo Dilma logo ao seu início! Dá pra imaginar o ex-funcionário de um dos três bancos do “trio de ferro” defendendo o país da ação nefasta das instituições financeiras?

Como diz o Papa, a ditadura do capitalismo é “sutil”. Os grandes bancos são um dos principais protagonistas da construção deste sistema ditatorial. É sutil, mas, como acrescentou o Papa, é crescentemente insuportável: “não o suportam os camponeses, não o suportam os trabalhadores, não o suportam as comunidades, não o suportam os povos…”.

Encerro esta primeira meditação com o fim da entrevista de François Morin: “A hidra bancária nasceu há cerca de dez anos, e já tomou conta de todo o planeta. O confronto de poderes, entre bancos avassaladores e poderes políticos enfraquecidos, parece agora inevitável. Um resultado positivo desta luta – a priori desigual – só pode ocorrer por meio mobilização de cidadãos que estejam plenamente conscientes do que está em jogo.”

Guia Espelho de Alice para Comentaristas Desiformados #ocupaçãodasescolaspaulistas

5 Dez

@guiatag

 

 

 

Se você quiser saber o que é isso, clique aqui. 

 Foi muito difícil escolher 5 duquesas sobre o tema das escolas ocupadas.

Embora a maior parte da população tenha apoiado os estudantes, duquesas com verminose causada por tênia suína são um problema de saúde muito grave. E causam grave e imensos constrangimentos nos comentários da imprensa nacional. É algo tão grave que nem o recuo do Governador fez as duquesas pararem de delirar, obviamente, que seus delírios são fruto do fato de que as verminoses afetaram o cérebro e todo o sistema nervoso. Assim, a tarefa se torna muito importante, porque é preciso educar as duquesas com verminose. Para que elas comecem a procurar médicos do #MaisMédicos no SUS, e comecem logo a profilaxia contra a verminose. Tênia Suína é perfeitamente curável. Exige que se mantenha afastado dos posíveis locais de contato, como as páginas do Olavo de Carvalho, cheias de merda de suínos infectados, por exemplo, entre outras,assim as condessas poderão se recuperar, sem voltar a se contaminar.  As duquesas são muitas na WEB, mas aos poucos vamos falando com todas elas.

 

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Vamos as  condessas de hoje:

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Cara Condessa  Suellen:

Gostaria de lhe informar que sempre estive entre as melhores alunas da classe, no Ensino Fundamental e Médio, na escola pública. Passei em vestibulares muito concorridos, inclusive para Medicina. Estou terminando um Doutorado. Ganhei uma olímpiada de matemática.  Sempre fiz parte do Movimento Estudantil e de protestos. Tive colegas brilhantes que também fizeram trajetórias bem semelhantes a minha. Na verdade, quem gosta de estudar, quer a melhor escola possível, para si e para os outros. Gostaria de convidar você a olhar bem o que tem dentro de si, há um porco, não é um bebê.

 

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Prezada Condessa Maria Eduarda:

Julgo que seu caso de teníase está muito grave. Afetou sua perceção e sua capacidade de fazer analogias inclusive, porque surdo-cegos não são burros, são pessoas com deficiência que podem aprender se forem lhe dadas as devidas adaptações didáticas. Burro é um animal, como o porco que você carrega. Os adolescentes foram levados contrariando a decisão do Tribunal de Justiça de SP que proibira (perceba é o pretérito mais que perfeito, ok?) a PM de entrar nas escolas. A polícia tratou estudantes como se fossem bandidos, talvez porque para eles pobres são culpados de ser pobres. Mas, tenho certeza de que você não vai entender se eu tentar explicar acerca da criminalização da probreza. Primeiro trate a tênia.

 

 

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Prezado Conde Kaio:

Percebemos no seu comentário que é provável que você esteja infectado por teníase. Explico-me: não há vagas apra todos, em países de primeiro mundo e escola de excelente nível, a grande maioria de crianças e adolescentes estudam em escolas públicas. Na Austrália, por exemplo, mais de 65% dos estudantes estão em escola públicas de qualidade de ensino admirável. Então, não há verdade na afirmação de que sobram vagas. Criou-se, isto sim, um mercado para escolas particulares, que mesmo muito ruins (como algumas escolinhas de bairro, por exemplo), ocupam o lugar que deveria ser do ensino público de qualidade. Agora, Milorde, o que fez com que o alarme de tênia fosse disparado por aqui foi sua argumentação acerca de experimentar uma mudança como essa. Desculpe-me, mas nem o ensino público é lugar para experimentos, nem é possível realizar algo assim “para ver como fica”. Obviamente, o que carrega dentro de si nunca foi um bebê, é um porco !!!!

 

 

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Prezado Conde Vascaíno:

Como descedente da família real portuguesa você deveria saber que suas ideias são muito utilizadas pelo ditador da Coréia do Norte.  O País não vai para frente enquanto houver verminoses como a sua.

 

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Nobre Conde Ferraço:

Lamentamos informar que sua postagem apresentou evidências gigantescas de contaminação por tênia. As manifestações estudantis foram muito bem explicadas, tanto que o próprio governador voltou atrás e o secretário de educação caiu.  Enquanto se manifestavam os estudantes explicaram em várias páginas da rede suas ideias  e razões.  Noto sua paranoia que vê uma estrela vermelha em tudo como presença de contaminação no tubo neural, e provavelmente no hipotálamo. Procure ajuda médica urgente, de uma equipe multidisciplinar, que tenha infectologista, psiquiatra e neurologista. A propósito: Somália, Coréia do Norte e Myanmar são os três países mais corruptos, segundo a Forbes. Mas, não vou lhe recomendar leituras em inglês ou cálculos matemáticos, um cérebro contaminado pela verminose da tênia como o seu, de tanto embalar seu porquinho amado, não aguentaria de jeito nenhum.

Como essa história acaba?

30 Abr

Era uma vez, num mundo não tão tão distante, um país muito grande e diferente. Nele uma mulher muito corajosa, coroada pela maioria de seus habitantes tentava governar para todos, mas enfrentava alguns problemas graves. O maior deles, sem dúvida, se relacionava ao clã dos Tucanos de Grande Narigões. Eles haviam recebido esse nome porque seus principais senhores, Sir Gerald  e Sir Betoh, tinha uma doença genética interessante: seus narizes cresciam toda vez que diziam uma mentira aos jornais locais. Como eles sabiam mentir muito bem,os jornais gostavam deles e vendiam muito com suas mentiras.

Sir Gerald era o senhor do clã Tucano do Norte e Dir Betoh era senhor do clã Tucano do Sul. O primeiro morava num palácio chamado Bandeirantes, o segundo, num denominado Iguaçu. O clã também havia recebido o nome de clã da república café com leite de soja, ou dos produtores para desejum: era fartos os produtores no clã de suco de laranja, produtos de soja transgênica para empresas de bolo e pães, sucos de soja, entre outros. Os membros do clã do sul também tinham terras distantes, em que produziam arroz, nas quais os ameríndios eram expulsos, sem dó ou piedade. Até com doenças para as quais eles não tinha imunidade. Os membros do clã do norte publicavam notícias falsas pelo país, pagando profissionais com dinheiro dos impostos e taxas, para espalhar medo e pânico na população.

Sir Gerald era anestesista. Para dar conta de sua residência, pois a realizou junto com o cargo de vereador em sua pequena vila, ele aplicava anestesias em si mesmo, e em uma pequena horta de chuchus. Desta experiência surgiram dois resultados: ele permanece anestesiado até hoje, e seus chuchus são capazes de anestesiar a população de seu clã, que acredita em tudo que ele afirma. Ele afirma não faltar água, a população, sem banho, sem água para cozinhar, ou colheita, acredita. Ele afirma estar tudo bem, todos ficam felizes. Seus chuchus são extraordinariamente eficazes.

Dessa forma, havia uma classe muito temida pelos dois clãs. Uma classe que poderia quebrar os feitiços dos chuchus, e suas mentiras. Poderia fazer com que ninguém mais acreditasse nos jornais,  porque libertaria mentes, consciências, e liberdades é o que mais se teme neste clã. São os professores.

A eles oferecem o pior salário, e os melhores massacres. Os melhores cães treinados para morder, os grandes coronéis instruídos para bater. Não pode escapar um só professor em paz. Eles representam o maior perigo ao clã dos Tucanos. Neles se batiam com balas. Os mestres, armados de giz. E os jornais chamavam o massacre dos professores de confronto. Para não perder o hábito de mentir.

Como essa história acaba? Depende de você

Porque vou continuar petista.

27 Abr

Eu sou petista. E sei que o PT errou. Muito. Mas, sei que seus acertos foram enormes. Não que os acertos justifiquem os erros, de jeito nenhum. Mas, seus erros não justificam nem sua eliminação, nem sua derrubada. Seus erros exigem reparação, e esta será realizada, tenho certeza, o PT, como a classe trabalhadora, sua gônada, tem uma capacidade profunda de transformação: ovula, se recria. A arte de produzir, de criar, da classe operária não se esgota, e nem vai se esgotar. Vamos vencer os nossos problemas internos, e apesar de tudo, amanhã será outro dia. Os erros não serão esquecidos, serão corregidos, os acertos serão nosso moto, e nossa trajetória será retomada, nosso caminho, cada manhã, renascerá.

Renascerá porque nós vencemos a fome deste país. Nós vencemos a sede deste país de justiça social. Vencemos o medo deste pais do pobre. E quem não tem fome, nem sede, nem medo luta por dias melhore com coragem. E nós venceremos agora o ódio. Venceremos a narrativa que tenta, dia a dia fazer com que nossos erros destruam todos os nossos acertos, nossas vitórias, nossas lutas. Mas, nossas lutas são maiores que o ódio. muito maiores.

Hoje, dizem, vivemos outros tempos. Hoje, eu repito digo, vivemos outras lutas. Lutas maiores, que exigem mulheres e homens mais centrados, mais atentos. A imprensa não é censurada, como em outros tempos, é cínica. O regime não é de exceção, é de exclusão. As pessoas não são presas, são caluniadas. A verdade parece ser temida até nos gabinetes judiciais, nos corredores do Congresso, nas imprensas dos jornais. Alguns acham que é melhor eliminar parte de nós: os pretos, os pobres, os gays, os inadequados, sobram tipos no topo da lista de uma direita que cheira mais a 1935 que 2015.

O Lacerdismo da direita também impregna com seu cheiro de enxofre bancadas que recebem o nome de bala, bíblia e boi, escondendo na verdade que se trata de gente que defende a violência policial sobre os pobres, a intolerância religiosa sobre a liberdade de crença e a violência do agronegócio sobre o indígena e o campesinato. Os nossos direitos civis, e de milhares de pessoas com deficiência, doenças raras, LGBTTs, indígenas, quilombolas, idosos, populações ribeirinhas e camponesas, entre outras dezenas de minorias, são constantemente violentados. Não duvidaria se o presidente da Câmara propusesse uma noite de São Bartolomeu às avessas.

Desculpe, Brasil, erramos. Mas, eles erram muito mais. Porque além de querer destruir todas as nossas vitórias, além de querer produzir uma recessão que traga a fome de volta com suas notícias diárias, além de querer acabar com os direitos trabalhistas, e aniquilar toda a justiça social recém adquirida, além de de espalhar o medo sobre o nosso solo, eles querem mais. Não querem apenas voltar no tempo antes de nós. Querem retroceder ainda mais. Querem escravizar os pobres em trabalho terceirizado, querem eliminar quem luta por eles. Não satisfeitos em tentar nos eliminar, e tentar eliminar nossas conquistas, tentaram eliminar todos que em nós acreditaram. É hora de reagir.

Quero o PT vivo, quero o PT lutando, quero o PT reagindo. VIVA A CLASSE TRABALHADORA. VIVA O BRASIL. VIVA O PT.

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Citações rosas pintadas

14 Dez
O que esperar num lugar que se pintam rosas para agradar a Rainha?

O que esperar num lugar que se pintam rosas para agradar a Rainha?

 

As citações que acho por aí, mas que poderiam muito bem ter vindo do Mundo das Maravilhas:

Os gatinhos nascem com os olhos fechados. Abrem-los em cerca de seis dias, dê uma olhada ao redor, então fechá-las novamente durante a maior parte de suas vidas.

Stephen Baker